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terça-feira, 24 de novembro de 2009

How to Have A Fun Workspace Dash


"Have you been needing to clean your workspace but can’t work through the resistance? This post is for you.

Implementing the ideas from this post will probably take you about 30 minutes (including reading this post), but it’ll be time well-spent. (...) Let’s jump right in.

A dash is a quick segment of time where you focus on just getting movement. This term was made popular by Merlin Mann, so read Kick Procrastination’s Ass later if you’d like to learn more. The key word in that last sentence was later – you don’t need to know more right now to get it.

We’re doing a workspace dash (...). Instead of beating yourself up about your piles and mess being there, ask what difference you’d like to see in your workspace. What does a more organized and peaceful workspace look like to you? What can you do to make your workspace get closer to what you’d like to look like? Take a couple of minutes or so to write down a few things you can do to get to your desired endstate.

(...)Head over to Pandora and sign up – it’s free. Pandora is a free internet radio station that will play music of similar characteristics to any group you tell it to. When you get your account, type in “Black Eyed Peas.” You’re going to be dancing. Trust me on this.(...)

Now, set a timer for 20 minutes. Pull up the list you created above, put your office chair in a place where you won’t trip over it, and start dancing and working through your list. Smile, let the beat guide you, and work until you’re through your twenty minutes. Dance like no one’s looking.

When your work becomes fun, you won’t see it as work. When you don’t see it as work, you won’t resist it. Without so much resistance, you can do great things with less effort."

Charlie, Productive flourishing

São 5 da manhã. Só depois de me entediar de trabalho é que encontro isto.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O pior mesmo é não sonhar



“O sonho é o motor da minha vida. No dia em que não sonhar, mais vale deixar de viver. Posso imaginar-me sem dinheiro e sem emprego, mas nem por um instante posso pensar na minha vida sem o sonho. Porque ele é o combustível para tudo o que faço, porque ele é o músculo que faz os pulmões actuar, porque ele é o comando que obriga o coração a bater. Para muitos, 2009 será um ano de crise. Eu prefiro acreditar que vai ser um ano em que, mais do que nunca, vale a pena sonhar. Mesmo quando nos dizem que não. Mesmo que nos repitam que o sonho é acarinhado em vão. E quando mais me repetem para não sonhar, mais eu acredito que vale a pena nunca desistir. Antes uma desilusão na vida do que perder a razão de viver.”

Gonçalo Pereira (editor executivo do jornal 24 Horas) in Global notícias

domingo, 13 de abril de 2008

Nós, os caixas-d'óculos

"Um caixa-d'óculos é uma criatura que acredita que uma prótese é melhor que o seu próprio corpo. Como explicar a recusa das agora absolutamente vulgarizadas lentes de contacto? Sim, dão uma trabalheira, parece que se perdem por dá cá aquela palha e perturbam a caça ao "cisco" no olho.

Mas a mais definitiva das razões é que os caixas-d'óculos passaram a gostar mais dos seus óculos do que dos seus olhos. Habituaram-se. Descobriram na prótese uma harmonia qualquer antes inexistente na matéria que Deus lhe deu. Adoptaram um pedaço de massa ou de metal e adjudicaram-no à área de reserva protegida do seu próprio corpo. Têm qualquer coisa a mais ou a menos mas não são infelizes.

Usar óculos tem vantagens, a começar por aquela muito básica - servem para contentar o impulso muito humano de "ter à mão qualquer coisa a que se agarrar". Por isso e outras coisas, os caixas-d'óculos criam relações estapafúrdias com os óculos, como se faz com toda e qualquer coisa do céu e da Terra de que se tenha extrema dependência. P. dizia ontem que sente os óculos como uma espécie de "melhores amigos". N. nunca permitiu que lhe tocassem nos óculos, nem ao de leve. M. nunca fez nada, quase nada, sem óculos (menos tomar banho e dormir). Aquela turbamulta que, nos hospitais, nos retira sanguinariamente os óculos quando entramos em estados mais delicados não percebe que nos está psicologicamente a derrubar e a derrotar a última das nossas defesas. A retirar-nos, até melhores notícias, uma parte vital do corpo. A sonegar-nos o direito à personalidade - que, é o que toda a gente diz, se vê nos olhos e os nossos são assim.

Quando um caixa-d'óculos muda de óculos segue o ritual da operação plástica: que nariz novo agora vou escolher? Aumento o peito e para quanto? Faço uma lipoaspiração? E se, depois, não me reconheço? Hoje, a banalização das plásticas permitiu que grandes franjas do corpo se tivessem tornado amovíveis e modificáveis ao sabor dos ventos. Nós, os caixas-d'óculos precoces, convivemos com isso desde pequeninos. E mudar de corpo, por acaso, não é uma coisa nem tão engraçada nem tão fácil assim."

Ana Sá Lopes in DN Online