Cenas

Mostrar mensagens com a etiqueta Biografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biografia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Resmunguices.



Acordar de manhã cedo para ir correr atrás de uma bola...

Chamem-lhe futebol, eu chamo-lhe masoquismo!

[Quando é que inventam uma lei decente que proíba acordar cedo, seja qual for a razão? Evitavam-se muitas coisas!]

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

REC



Bombeiros.
Prédios a cair.
Escuro.
Velhas maradas a sangrar.
Gritos.
Criancinhas muito pouco dóceis.
Sangue.
Visão em primeira pessoa.
Mais gritos.
Mortes.
Fotos preto e branco.
Crucifixos nada religiosos.
Pedaços de papel de jornal antigo.
Camas de hospital.
Leitor de cassetes à antiga.
Visão nocturna.
Esqueletos andantes.

Silêncio.
Morte.

Sozinho em casa.

E ainda querem que eu durma?
Vou ficar aqui até que venha a madrugada!

(Eu que até estou habituado a filmes de terror! Este superou todos os limites cardíacos!)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"E novidades, nada?"



"Loiro diz:
e novidades, nada? :P
Bisc8 diz:
pah, dormi quase a tarde toda
Bisc8 diz:
vi um filme
Bisc8 diz:
exagerei no sal do arroz
Bisc8 diz:
acrescentei-lhe mais água
Bisc8 diz:
e por conseguinte mais arroz
Bisc8 diz:
e agora tenho ali um panelão de arroz
Bisc8 diz:
lol
Loiro diz:
lol
Loiro diz:
ficou bom ao menos? xD
Bisc8 diz:
tá.... comestível x)
Bisc8 diz:
será possível que já não consiga fazer arroz?"

Sozinho em casa...

Aproxima-se a faculdade..

MEDO.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um dia na minha vida.



Se algum dia fizerem a minha biografia, aviso desde já que se vão ver gregos.

A minha história pessoal envolve altos e baixos suficientes para dar uma boa montanha russa (daquelas que quase ninguém anda com o medo). E não me refiro ás coisas boas ou ás coisas más que acontecem na minha vida, mas ao meu estado de espírito! Sou capaz de me deitar feliz por ter escrito um texto que me agradou e acordar no dia seguinte a detestá-lo por o considerar lamechas.

Esperem! Eu acho que já vi isto em algum sítio...

Sim, é isso! Alguém já me tinha avisado.

"A puberdade é acompanhada de mudanças de espírito radicais fruto do processo de amadurecimento, blá, blá, blá..."

Visto que a minha pessoa só existe na óptica das borbulhas na cara e que vidinha só tenho esta, devo dizer que me defino como indefinível.

Defendo políticas que considero correctas pela sua irreverência no quebrar preconceitos e estereótipos e acabo por me misturar com a vergonha e com a ataraxia por cada vez que tento pôr o pé para além da linha limite.

Preocupo-me exageradamente com a estética de tudo o que me rodeia, da organização, da harmonia cromática, do redondo e do esbelto, da luz, do som, do aroma, do toque... mas o meu quarto está permanentemente desarrumado e continuo a não ser exemplo para ninguém no que toca a vestir - não tenho jeitinho nenhum - já para não falar da preguiça para cortar a barba.

Mas a minha história pessoal não se fica por aí, na montanha russa!

Não, não,não!

O meu quotidiano é digno de filme!

Ok, de série!

Pronto, de novela!

Livro?

...

Que diriam vocês de um rapaz que acorda, toma o pequeno almoço a correr para chegar a horas a um jogo de futebol marcado (ele que nem é muito de futebois, mas pronto vá, é uma maneira de estar com os amigos) e acaba por chegar atrasado, ficando á baliza? Um rapaz que não defende uma ova e ainda leva com uma bola no meio das pernas (para os que não sabem, a dor tem uma duração de aproximadamente meia hora - fora os danos psicológicos)? Um rapaz que vai para a praia com um frio de morrer, dá um mergulho, bate com a cabeça na areia ao megulhar, sai da água e descobre que foi picado por um peixe aranha? E que diriam vocês se eu vos dissesse que isto tudo aconteceu num só dia e que esse rapaz sou eu?

Deixo-vos a pensar.

...

Sim, isto é verídico e não, não me estou a lamentar. Simplesmente acho fantástica e cómica a maneira como se desenrola a minha vida! Parece mesmo que faço parte dum argumento de cinema! Não é altamente?

E é a pensar nisto que acordo para enfrentar mais um dia.

Sabem que mais?

Considero-me um sortudo por ser assim! Cada experiência, cada momento...

Cada tombo de rabo dado a cortar a relva de uma inclinação de uma casa para juntar uns trocos...
Cada embaraço por ser por vezes cromo ou até por não saber o que dizer...
Cada mistela que faço na cozinha, apenas porque sabe bem...
Cada vez que faço de "mulher a dias" (frustrado)...
Cada maluqueira que me dá em cada vez que estou "bêbado de sono" (ou até mesmo sóbrio)...
Cada tristeza que me faz pensar que sou a pessoa mais infeliz do mundo...
Cada revolta que me transcende em demasia...
Cada minha insegurança (um drama!)...
Cada vez que me apetece fazer um "freeze" no meio da rua (com toda a gente a pensar que sou maluco - e ok, até sou)...
Cada vez que abano a cabeça de um lado para o outro, rodando de cima para baixo num ritmo digno de epilepsia...
Cada experiência que não passa pela cabeça por ninguém, mas que não hesito em experimentar por ser genuína e pura, por ter sido apanhada por acaso...
Cada vez que me negam por ser assim...



Enfim, cada minuto da minha vida.

Este sou eu. Muito prazer!

Férias, catano!



Eu sei que ultimamente tenho escrito pouco...

Ok, quase nada...

Pronto, nada!

Digamos que ultimamente tenho aproveitado para desfrutar aquilo a que os seres humanos chamam de férias e pôr de parte o que de racional há em mim.

Tirei FÉRIAS ao pensamento!

Chegarei a Setembro sem saber escrever uma única frase imune de um valente erro ortográfico, sem perceber patavina de trigonometria, funções e complexos e sem me recordar do que fiz nas férias...

Que se lixe!

RESET total á máquina que outrora quase dava o pifo!

domingo, 27 de julho de 2008

Ironia da vida

A vida é irónica.


Estive eu numa noite a desesperar com a matéria de fisico-quimica, com medo do exame, a levantar hipóteses sobre o que poderia ou não sair.



Hoje limpo vidros com as folhas do jornal onde saiu a correcção do exame de física e química.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mais um que passou...




A campainha toca,

corta-se o plástico,

retiram-se as folhas,

distribuem-se os exames.

Abro,

tremo,

sufoco,

respiro.

Primeira página.

Paro,

imagino,

suponho,

penso,

não percebo...

Olho,

são apenas folhas,

são apenas letras,

e que pensam elas?

Sentir-se-ão importantes

por serem causadoras

de pressões,

e angustias,

noites mal dormidas,

exageros,

desespero estudantil?

Não,

continuam ali,

inocentes,

ingénuas,

vivendo o seu destino,

cumprindo a sua função...

e eu, ali...

tremo

sufoco

respiro

Quero mostrar

que sou capaz

que consigo

quero satisfazer

sonhos

ambições

expectativas

Mas,

acabo por não acertar

na percentagem 1/4

e isso mata-me,

destrói-me,

derruba-me,

desmoraliza-me...

O passado

pesa como uma realidade de nada.

O futuro

pesa como uma possibilidade de tudo.

E no presente,

não saio do sítio...

É angustiante

esta angústia

pela qual

tremo,

sufoco

e respiro.



TRIIIIMM!!!!!!


...mais um que passou!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O tempo não pára...


Dia 5 da semana de clausura: Estudar Português e... apetece-me ver um filme!

O tempo não pára e eu estou a perder a vontade de estudar... =/

Este calor também não ajuda.

Bahhhh!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Matemática é uma religião



Dia 3 da semana de clausura: Estudar Matemática... e Português (se tiver tempo).

Como é que raio se resolve o exercício 10.4?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Deixemos a matemática a cargo das máquinas!



Dia 2 da semana de clausura: Estudar Matemática.

Saudades dos meus tempos de miúdo. :')

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Estado de espírito

Ultimamente não tenho tido nem tempo nem pachorra para escrever artigos para o blog. Esta fase final do tempo lectivo matou-me. Já não bastava termos os exames (para os quais me vou dedicar nesta semana), ainda tivemos de apresentar um monte trabalhos. E eu, como bom português, deixei tudo para cima da hora. Felizmente, correu tudo bem e, apesar do cansaço, trago o alívio de duas semanas de desespero.

Agora a preocupação são os ditos exames nacionais. Tenho que rever toda a matéria das quatro disciplinas ás quais me vou submeter a exame (sim, eu vou fazer quatro exames). Conclusão: uma semana de clausura, mergulhado em pilhas de folhas, fechado no meu quarto abafado, sem quase ver a luz do sol. Vou parecer um naufrago quando chegarem os dias derradeiros (nem a barba me vou dar ao trabalho de desfazer - também não há problema, já se tornou a minha imagem de marca).

Hoje estava a dar uma vista de olhos pelo livro de preparação de exames de português e encontrei um excerto do "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares que achei pertinente partilhar aqui no blog, como consolo destes últimos dias sem nenhuma novidade. Aqui fica:

"Para se ser feliz é preciso saber-se que se é feliz. Não há felicidade em dormir sem sonhos, senão somente em se despertar sabendo que se dormiu sem sonhos. A felicidade está fora da felicidade. Não há felicidade senão com conhecimento. Mas o conhecimento da felicidade é infeliz; porque conhecer-se feliz é conhecer-se passando pela felicidade, e tendo, logo já, que deixá-la atrás. Saber é matar, na felicidade como em tudo. Não saber, porém, é não existir."

Uma ilustração do meu estado de espírito.


segunda-feira, 21 de abril de 2008

"Só acontece aos outros"


"Um autocarro que fazia o transporte de crianças e jovens estudantes despistou-se na Estrada Nacional 205, por volta das 8h15, no concelho de Esposende, distrito de Braga. O veículo terá caído numa vala de 3 metros, junto ao rio Cávado. Apesar do aparato, o acidente terá provocado apenas feridos ligeiros." (Sic Online)


Como a vida é efémera...

Tantos sonhos, projectos e ambições para num minuto nos desfazermos em pó.

Felizmente não aconteceu nada de grave. Não tive um único arranhão.

Fica apenas o susto.

domingo, 13 de abril de 2008

Breve apresentação

Foi aos cinco anos que me diagnosticaram miopia. Desde então, usar óculos tornou-se tão trivial como respirar. Foi através deles que aprendi o abecedário, que li os meus primeiros livros, que vi o sorriso dos meus amigos e que conheci o mundo tal e qual como ele o é. De facto é incrível pensar que tudo o que eu vi foi filtrado por este pequeno e tão simples objecto. Por isso, os meus óculos deixaram de ser acessório e começaram a fazer parte de mim. Assim, para além de cabeça, tronco e membros, tenho também este pequeno objecto de metal que outrora foi de massa e de outras dimensões.

Os meus primeiros óculos foram o que se chama agora de "óculos de aviador". Lembro-me que a armação era feita de cobre e que as lentes eram maiores do que a minha cara. No início era horrível colocar todos os dias aquele pedaço de metal que me deixava marcas no nariz mas, progressivamente, comecei-me a acostumar à ideia. A certa altura, a armação começou a ganhar aquilo que chamamos de verdete, devido à oxidação do cobre, e não sei se por bem ou se por mal, tive que mudar de óculos.

Os meus segundos óculos tinham armação em massa e eram pretos. A sua escolha foi muito influenciada pelo meu pai que, na altura, dizia que a moda era usar óculos de massa pretos (porque a senhora do telejornal usava uns).As lentes, apesar de terem dimensões menores, possuíam uma graduação maior pelo que eu notava uma maior dificuldade em ver sem óculos. Como a dependência era maior, habituei-me de tal forma que já nem reparava neles (uma vez estava a tomar banho e só me apercebi que estava com óculos quando comecei a ver a água a deslizar pelas lentes). Apesar de os ter trocado muitas vezes devido a lentes quebradas ou armações partidas, segui durante muito tempo o mesmo "modelo da moda" que me atribuiu muitas vezes a alcunha de "o caixa-d'óculos".

Porém, os tempos foram mudando e apercebi-me que o que realmente me ficava bem eram óculos de armação fina e discreta. E aqui estou eu, hoje, com óculos mais discretos (julgo eu) pronto para entrar outra vez no chuveiro com eles.

Usei óculos durante mais de metade da minha existência, começando a usá-los, como já referi, desde muito novo. Hoje creio que isso tenha afectado muito a minha personalidade. Estereótipo ou coincidência, regra geral, o desporto dos rapazes é o futebol. Esta visão rígida, imposta desde muito cedo, assombra o passado de pessoas como eu, que não têm jeitinho nenhum com os pés. Lembro-me que era habitual, no recreio da primária, os rapazes jogarem à bola e as raparigas brincarem ás casinhas. Pondo deste modo as coisas, era óbvio que o meu trabalho, como cidadão do sexo masculino integrante naquela escola primária, seria jogar futebol. Porém, no processo de selecção e formação de equipas ficava sempre para último e, durante o jogo, raramente me passavam a bola, ou raramente eu a via. Isto porque, para jogar futebol, ou tirava os óculos (e não via a bola) ou corria o risco de os partir (o que equivaleria a umas valentes marcas da mão do meu pai nas minhas nádegas). Ora, como é que eu, sendo um "caixa-d'óculos" precoce, iria conseguir fazer evoluir as minhas capacidades futebolísticas? Na altura considerava isto como uma mera incompatibilidade ditada pela mãe natureza. Foi por isso que acabava a brincar ás casinhas com as raparigas e a dizer que o futebol era um desporto muito violento. Conclusão: nunca tive jeitinho nenhum para a bola.

Dez anos depois, decidi criar este blog para homenagear todos os meus óculos que, apesar de terem excluido do mundo do futebol, me ajudaram a ver as coisas de outra forma.

Um bem haja a todos eles, desde os partidos até aos molhados pelo chuveiro!