Cenas

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Com a cabeça a andar á roda...




Com a cabeça a andar á roda, é assim que eu me sinto.
É assim que olho as estrelas do firmamento nesta noite em que o luar não passa de pontos brilhantes no infinito pano negro do céu. Mas nem isso me acalma, pelo contrário, fico mais interrogativo num emaranhado de questões e cansaço. Parece que de repente acordei e voilá! apareci aqui na Terra, vindo do nada! E agora vou vivendo! E nem sequer me entregaram um manual de instruções. Que indignação! Vejo toda a gente a andar para a frente e eu ainda não saio do sítio! Precisamente porque não sei! Não sei quem sou eu, nem donde vim, nem para onde vou, nem qual é a minha função no meio de isto tudo. E por entre esta retórica toda, vem ao de cima a minha instabilidade e a minha falta de segurança. Será que devo? Será que posso? Mas também, não paro de tentar encontrar respostas! Parar é morrer e antes de querer chegar ao patamar da morte ainda quero pelo menos tentar perceber o patamar da vida. Pelo menos tentar… desfruta-lo, se for possível.




Senhor criador do universo, será possível?


































Ficam os pontos brilhantes no infinito pano negro do céu como resposta.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mais um que passou...




A campainha toca,

corta-se o plástico,

retiram-se as folhas,

distribuem-se os exames.

Abro,

tremo,

sufoco,

respiro.

Primeira página.

Paro,

imagino,

suponho,

penso,

não percebo...

Olho,

são apenas folhas,

são apenas letras,

e que pensam elas?

Sentir-se-ão importantes

por serem causadoras

de pressões,

e angustias,

noites mal dormidas,

exageros,

desespero estudantil?

Não,

continuam ali,

inocentes,

ingénuas,

vivendo o seu destino,

cumprindo a sua função...

e eu, ali...

tremo

sufoco

respiro

Quero mostrar

que sou capaz

que consigo

quero satisfazer

sonhos

ambições

expectativas

Mas,

acabo por não acertar

na percentagem 1/4

e isso mata-me,

destrói-me,

derruba-me,

desmoraliza-me...

O passado

pesa como uma realidade de nada.

O futuro

pesa como uma possibilidade de tudo.

E no presente,

não saio do sítio...

É angustiante

esta angústia

pela qual

tremo,

sufoco

e respiro.



TRIIIIMM!!!!!!


...mais um que passou!

sábado, 14 de junho de 2008

O meu movimento filosófico



Hoje, 14 de Junho de 2008, decidi criar um novo movimento filosófico. Não sei se terei seguidores, se alguma vez isto ficará para a história ou até se já existe um parecido, mas isso também é o que menos importa.

Quero criar um movimento universal filosófico.

E como todos os movimentos têm um nome, irei chamar a este Unicismo.

Partindo dos seguintes pressupostos:

- Tudo se transforma consoante possibilidades infinitas;
- Nada se repete;
- Cada momento é único;

Se pensarmos num acção, saltar, por exemplo, constatamos que nos é impossível executá-la duas vezes da mesma forma. Assim, dois saltos nunca serão iguais. Podemos saltar no mesmo sítio e até com a mesma intensidade, mas o contexto interno e externo já serão diferentes.

Vou dar outro exemplo: os ponteiros do relógio passam, no mínimo, duas vezes por dia pelo mesmo local. Porém, as circunstâncias das suas passagens são completamente diferentes se as comparar-mos (a quantidade de bateria, o atrito do ar, etc, etc.).

Isto remete-nos para a fugacidade do tempo e para a tão banal expressão dos nossos dias: "aproveitar cada momento como se fosse o último". O facto é que, mesmo alertados, nunca temos a real consciência de que esta vida são dois dias e um já passou.



E não me refiro apenas ao tempo, mas ao universo em geral. Não acredito na clonagem nem na seriação porque considero que não se pode falar em semelhanças quando os contextos nunca são exactamente iguais.

Sendo assim,

Cada momento é um momento;
Nada é igual a nada;

Tudo é único.



[Ás vezes perco a noção das inúmeras possibilidades que possuo de inventar, criar ou modificar o mundo à minha volta e até o mundo imaginário. Estes pequenos devaneios servem precisamente para me relembrar que estou vivo e que o posso fazer. Há em nós uma enorme quantidade de potenciais a serem descobertos, uma enorme quantidade de "pratos" a serem experimentada, se é que me faço entender.]

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O tempo não pára...


Dia 5 da semana de clausura: Estudar Português e... apetece-me ver um filme!

O tempo não pára e eu estou a perder a vontade de estudar... =/

Este calor também não ajuda.

Bahhhh!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Problemas de expressão



Palavras bonitas, alegres, sinceras, simpáticas, dóceis...
Onde estão elas?
Onde estão elas que não aparecem?
Correm-me nas veias grandes forças...

... mas a minha boca permanece calada.

Palavras, feias, horríveis, amargas, azedas, desesperantes...
Onde estão elas?
Onde estão elas que não aparecem?
Correm-me nas veias grandes forças...

... mas o meu lápis permanece pousado.

Palavras para ti e para mim, aqui, ali e acolá...
Onde estão elas?
Onde estão elas que não aparecem?
Correm-me nas veias grandes forças...

... mas o meu ser permanece fechado.

Eu sei que para me ouvir,

Não se irão calar os corações,
Não se vai calar o ruído,
Não se vai calar o mundo...


Mas, por favor...

... não se me calem as palavras!

By me (a meio do exercício 11.4 de matemática) =D

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Matemática é uma religião



Dia 3 da semana de clausura: Estudar Matemática... e Português (se tiver tempo).

Como é que raio se resolve o exercício 10.4?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Deixemos a matemática a cargo das máquinas!



Dia 2 da semana de clausura: Estudar Matemática.

Saudades dos meus tempos de miúdo. :')

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Estado de espírito

Ultimamente não tenho tido nem tempo nem pachorra para escrever artigos para o blog. Esta fase final do tempo lectivo matou-me. Já não bastava termos os exames (para os quais me vou dedicar nesta semana), ainda tivemos de apresentar um monte trabalhos. E eu, como bom português, deixei tudo para cima da hora. Felizmente, correu tudo bem e, apesar do cansaço, trago o alívio de duas semanas de desespero.

Agora a preocupação são os ditos exames nacionais. Tenho que rever toda a matéria das quatro disciplinas ás quais me vou submeter a exame (sim, eu vou fazer quatro exames). Conclusão: uma semana de clausura, mergulhado em pilhas de folhas, fechado no meu quarto abafado, sem quase ver a luz do sol. Vou parecer um naufrago quando chegarem os dias derradeiros (nem a barba me vou dar ao trabalho de desfazer - também não há problema, já se tornou a minha imagem de marca).

Hoje estava a dar uma vista de olhos pelo livro de preparação de exames de português e encontrei um excerto do "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares que achei pertinente partilhar aqui no blog, como consolo destes últimos dias sem nenhuma novidade. Aqui fica:

"Para se ser feliz é preciso saber-se que se é feliz. Não há felicidade em dormir sem sonhos, senão somente em se despertar sabendo que se dormiu sem sonhos. A felicidade está fora da felicidade. Não há felicidade senão com conhecimento. Mas o conhecimento da felicidade é infeliz; porque conhecer-se feliz é conhecer-se passando pela felicidade, e tendo, logo já, que deixá-la atrás. Saber é matar, na felicidade como em tudo. Não saber, porém, é não existir."

Uma ilustração do meu estado de espírito.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Chocolate mais estimulante do que um beijo



Cientistas revelam que comer um pedaço de chocolate é mais estimulante para o ritmo cardíaco e o cérebro do que dar um beijo apaixonado.

A fazer fé num estudo científico, agora divulgado, parece que nem o beijo mais apaixonado do universo consegue fazer o coração disparar com a mesma intensidade do que quando se tem um pedaço de chocolate a derreter na língua.

A conclusão é de tal forma insólita que até os cientistas ingleses, responsáveis pela investigação, ficaram surpreendidos.

Mas os resultados não deixam margem para dúvidas: um bocado de chocolate a derreter-se na boca tem um efeito mais estimulante e duradouro, no cérebro e no ritmo cardíaco, do que um beijo de amor.

A equipa inglesa realizou a experiência com 6 pares de namorados, pedindo-lhes que se submetessem a ambas as provas - beijar-se e comer chocolate - e ao mesmo tempo monitorizou o seu ritmo cardíaco e ondas cerebrais das "cobaias".


Aos voluntários foi pedido que colocassem um pedaço de chocolate preto na boca e, sem mastigar, indicassem o momento exacto em que ele começava a derreter. Ficou provado que nesse momento todas as regiões receberam um estímulo intenso, que ficou claramente registado no electroencefalograma. Como se previsa, o chocolate acelerou igualmente o ritmo cardíaco, sendo que em alguns voluntários o número de batimentos cardíacas por minuto passou de 60 para 140.

Na segunda parte da experiência, foi pedido aos casais que se beijassem como habitualmente. Apesar de se ter verificado que também nesta situação os registos cardíacos e o electroencefalograma revelavam aceleração cardíaca e um aumento da estimulação cerebral, os resultados ficaram aquém dos efeitos provocados pelo chocolate, mais fortes e prolongados (nalguns casos, quatro vezes mais duradouros).

A experiência foi liderada por David Lewis, antigo investigador da Universidade de Sussex, no Reino Unido, que actualmente dirige o Mind Lab, um centro de investigação privado,financiado por empresas da indústria alimentar.

"Estes resultados surpreenderam-nos e intrigaram-nos verdadeiramente", afirmo Lewis à BBC News.

"Já esperávamos que o chocolate, especialmente o preto, aumentasse o ritmo cardíaco, uma vez que contém algumas substâncias muito estimulantes", explicou. Mas "os seus efeitos a nível cerebral foram uma surpresa para nós", sublinhou.

Sue Wright, psicóloga, explicou à BBC News que "o chocolate contém feniletilamina, que pode elevar o nível de endorfinas, as substâncias ligadas à sensação de prazer no cérebro".

Mas perante tamanha diferença, é caso para questionar até que ponto foram os beijos de laboratório realmente escaldantes.

Fonte: Ciberia

quarta-feira, 21 de maio de 2008

"Que seria das outras cores, se o mundo fosse só amarelo?"



Era uma vez um homem que tinha um trauma enorme. Tinha nascido com três testículos em vez de dois. A coisa incomodava-o, perturbava-o, inferiorizava-o. Tinha vergonha de se despir em público. Era virgem. Não conseguia sequer meter conversa com uma mulher devido ao seu problema.
Até que resolveu ir psiquiatra e queixou-se do seu problema. "Sô tor, coiso e tal, tenho três testículos, tal e coiso, estou deprimido, frito e cozido..." (O costume.)
Disse-lhe o médico: "Homem, você tem que ultrapassar esse complexo! A melhor coisa a fazer é dizer às pessoas, falar no assunto, deixar de fazer desse problema um tabu. Aceitar-se como é."
O homem lá saiu do consultório, cheio de coragem, entrou no autocarro e decidiu começar ali mesmo a vencer o trauma. Sentou-se ao lado de um outro passageiro e começou, enchendo o peito de ar: "Amigo, tenho uma confissão a fazer-lhe."
"Sim, o quê?"
"Aqui entre nós, nós dois, há cinco tomates."
"Porquê?", respondeu o outro, "Você só tem um?"

Moral da história?

Devemos aceitar-nos tal como somos, independentemente da nossa fisionomia. Valorizar-nos pode ser um passo para conseguirmos uma autoconfiança que nos permita encarar os dias de outra forma.

Devemos respeitar-nos mutuamente! Não só por questões éticas, como também por questões lógicas. Seremos realmente melhor do que os outros só por estes diferentes de nós? Poderemos realmente julga-los? Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.

Esqueçamos tabus, preconceitos e estereótipos! Afinal todos temos algo que nos une, somos todos pó! É preciso valorizar a diferença numa sociedade cada vez mais uniforme. "Que seria das outras cores se o mundo fosse só amarelo?"

Feliz por conseguir quebrar um tabu que existia em mim! =)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Spread love like a fever



"Spread love like a fever
And don't you ever come down"
Black Rebel Motorcycle Club

domingo, 18 de maio de 2008

Videojogos diminuem stress



O efeito ocorre em sessões de cinco a dez minutos, mas é abonatório para a imagem dos videojogos: segundo um estudo da Universidade McGill, Montreal, os jogos reduzem o stress.

Os investigadores efectuaram o estudo com base num jogo simples, que dá pelo nome de MindHabits (na foto). No MindHabits, o jogador tem de descobrir um rosto sorridente por entre vários tristes ou carrancudos.

Os investigadores canadianos utilizaram o jogo como ferramenta de um estudo com vários operadores de call centers.

Durante uma semana, os operadores jogaram MindHabits no final do turno. Esta ligeira mudança de rotinas apresentou alterações surpreendentes: segundo os investigadores, no final da semana em análise, os operadores dos centros de atendimento fizeram mais vendas, mostraram maiores
níveis de confiança ao telefone e, mais importante ainda, apresentaram uma redução de 17% na hormona responsável pelo stress (cortisol).

As revelações deste estudo foram publicadas no número de Outubro do Journal of Personality and Social Psychology da Associação de Psicologia Americana.

Uma espécie de receita da avozinha, versão moderna.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Data memorável - 1º mês

O "De óculos para o mundo" faz hoje um mês de existência (se se comemoram os anos, porque não também os meses?). Durante o último mês fui postando coisas que me vinham à cabeça ou que me aconteceram ou que encontrava em livros, sites e outros suportes. Coloquei aqui um pedaço das percepções que ia tendo do mundo. O mesmo mundo que vejo por detrás destas lentes.



Como passei o dia atarefado com resumos de psicologia (uma vez que amanhã tenho teste) não tive tempo de escrever uma coisa digna para esta data especial. Peço desculpa.


segunda-feira, 12 de maio de 2008

Abre-te a novas ideias!

domingo, 4 de maio de 2008

237 razões para fazer sexo

Apesar do senso comum acreditar que as razões para manter relações sexuais são poucas e simples, um estudo da Universidade do Texas encontrou 237 motivos que tornam a escolha mais complexa.



As razões mais óbvias incluem "para ter filhos", "por prazer" ou para "aliviar a tensão sexual", indicaram os autores do estudo, Cindy Meston e David Buss, do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas.


No entanto, "várias perspectivas teóricas sugerem que os motivos para iniciar uma relação sexual podem ser mais numerosos e complexos", acrescenta o artigo.

Os pesquisadores entrevistaram 1 549 participantes sobre suas razões para manter relações sexuais, incluindo factores como redução do stress, prazer, desejo físico ou busca de experiências.

As respostas foram variadas, e totalizaram 237 razões para manter relações sexuais.

Entre elas constam "experimentar prazer físico", "estar mais próximo de Deus", "fazer com que a outra pessoa se sentisse bem consigo mesma" e "vingar-se de traição".

Também houve respostas como "estava bêbado", "para queimar calorias", "para pagar um favor", "para manter-me quente", "mudar o tema de conversa", "porque me pareceu um bom exercício" ou "porque alguém me desafiou".