Cenas

domingo, 27 de julho de 2008

Ironia da vida

A vida é irónica.


Estive eu numa noite a desesperar com a matéria de fisico-quimica, com medo do exame, a levantar hipóteses sobre o que poderia ou não sair.



Hoje limpo vidros com as folhas do jornal onde saiu a correcção do exame de física e química.

domingo, 6 de julho de 2008

Lotaria dá gasolina



A nova lotaria da Flórida surpreendeu-me com os seus prémios... vá, diferentes!

Chama-se "Dinheiro de Verão" e (imaginem só) vai oferecer gasolina ou gasóleo para a toda a vida aos seus premiados!

Estão a ver terem gasolina até irem desta pra melhor, À BORLIU? Qualquer coisa como consolar os desejos de deslocação mais excêntricos, dar, vender (sim, poderíamos certamente vender a um preço mais acessivel e fazer fortunas), deitar fora e até dar um mergulho em piscinas de combustível!

Esta ideia original surgiu de uma sondagem na Internet cujos resultados apontaram para uma preocupação da sociedade americana face ao elevado preço dos combustíveis, digno de recorde.

O boletim custa 5 dólares ( 3 euros) e estará á venda a partir do dia 9 de Julho no Estado da Flórida (pena não ser cá) e será sorteado todas as quartas-feiras até ao final de Agosto.


Dos premiados, cinco usufruiram de combustivel á pala enquanto forem vivos, cinquenta terão o depósito cheio durante um ano e ainda há a possibilidade de ganharem 160 mil euros.


É caso para dizer qual euro milhões qual quê.




(Sempre sonhei ter um bem que fosse ilimitado para poder usufruir de todas as suas potencialidades. Começou com as bolachas que a minha mãe trazia para aqui para casa quando era mais novo. Como até eram boas e acabavam num instante, sonhava ter um armazém de bolachas por minha conta, para comer as que quisesse e fazer o que bem me apetecesse com elas. Hehehe)

sábado, 5 de julho de 2008

Pedras no caminho?

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo... "

Fernando Pessoa



Dado a conhecer pela Be através de uma conversa no MSN a propósito dos erros e obstáculos da vida. AMEI! Acabamos a falar do autor até ás 3 e meia da manhã.

Continuo a achar que este homem é um génio!

O nosso "nandinho" é o maior! :')

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O mundo num cifrão



Cifrões, cifrões, cifrões.

O mundo gira à volta de cifrões.

Não há uma conversa, cá em casa, ao jantar que não fale de cifrões;
Não há um problema cuja causa não sejam os cifrões;
Não há um sonho que não seja impedido pelos cifrões;
Não há um grito que não seja abafado pelos cifrões;
Não há uma vida que não seja condicionada pelos cifrões;

E, pior do que isto,

Não há respostas porque são precisos cifrões.

Somos realmente muito limitados no que toca à nossa liberdade. No entanto, é o próprio ser humano que cria à sua volta esta gaiola que o aprisiona. Seria necessário tudo isto?

Não me questiono deste modo por ser materialista e querer ter tudo, mas porque vejo-me constantemente impedido de voar. Porque, no final de contas,

...não há uma asa que não seja cortada pelos cifrões.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O meu conceito de vida



O conceito de vida é naturalmente subjectivo dado que subjectiva é a história pessoal de cada um. E qual é a minha história?

Bem, se neste momento me pudesse ver no espelho, veria um rapaz borbulhento, sem jeito para as raparigas, dorminhoco, menino da sua mãe, repleto de sonhos e ambições, preocupado com o mundo á sua volta. Veria uns olhos cansados, um sorriso gasto e uma postura semi-erecta de quem está prestes a cair ao chão. Ao mesmo tempo, veria uns olhos arregalados de quem quer possuir o mundo num momento só, um sorriso único de orelha a orelha e uma postura confiante capaz de enfrentar o pior dos apocalipses. Quem sou eu?

Um paradoxo. A vida é um paradoxo. Passamos a vida a elaborá-los inconscientemente. Por defeito, buscamos diariamente a perfeição, a felicidade que, para ser atingida, exigiria a unidade do mundo. Mas como agradar a gregos e a troianos? Por outro lado, é bom sermos todos diferentes, termos conceitos diferentes, quebrar a monotonia do formal e do "unilateral". Como poderemos ser felizes deste modo, sem certezas?

Partilho a "ingenuidade" de Alberto Caeiro. Para quê saber se o Sol liberta hidrogénio se nos basta sentir o seu calor? Para quê compreender os processos físicos e químicos dos átomos se nada passa de matéria? Que interessa a formação do mundo, quando temos a possibilidade de nos deitarmos num prado verdejante, alheios a tudo,cheirando o aroma perfumado das mais belas margaridas?

Este é o meu conceito de vida... Vivamos apenas!


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Com a cabeça a andar á roda...




Com a cabeça a andar á roda, é assim que eu me sinto.
É assim que olho as estrelas do firmamento nesta noite em que o luar não passa de pontos brilhantes no infinito pano negro do céu. Mas nem isso me acalma, pelo contrário, fico mais interrogativo num emaranhado de questões e cansaço. Parece que de repente acordei e voilá! apareci aqui na Terra, vindo do nada! E agora vou vivendo! E nem sequer me entregaram um manual de instruções. Que indignação! Vejo toda a gente a andar para a frente e eu ainda não saio do sítio! Precisamente porque não sei! Não sei quem sou eu, nem donde vim, nem para onde vou, nem qual é a minha função no meio de isto tudo. E por entre esta retórica toda, vem ao de cima a minha instabilidade e a minha falta de segurança. Será que devo? Será que posso? Mas também, não paro de tentar encontrar respostas! Parar é morrer e antes de querer chegar ao patamar da morte ainda quero pelo menos tentar perceber o patamar da vida. Pelo menos tentar… desfruta-lo, se for possível.




Senhor criador do universo, será possível?


































Ficam os pontos brilhantes no infinito pano negro do céu como resposta.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Mais um que passou...




A campainha toca,

corta-se o plástico,

retiram-se as folhas,

distribuem-se os exames.

Abro,

tremo,

sufoco,

respiro.

Primeira página.

Paro,

imagino,

suponho,

penso,

não percebo...

Olho,

são apenas folhas,

são apenas letras,

e que pensam elas?

Sentir-se-ão importantes

por serem causadoras

de pressões,

e angustias,

noites mal dormidas,

exageros,

desespero estudantil?

Não,

continuam ali,

inocentes,

ingénuas,

vivendo o seu destino,

cumprindo a sua função...

e eu, ali...

tremo

sufoco

respiro

Quero mostrar

que sou capaz

que consigo

quero satisfazer

sonhos

ambições

expectativas

Mas,

acabo por não acertar

na percentagem 1/4

e isso mata-me,

destrói-me,

derruba-me,

desmoraliza-me...

O passado

pesa como uma realidade de nada.

O futuro

pesa como uma possibilidade de tudo.

E no presente,

não saio do sítio...

É angustiante

esta angústia

pela qual

tremo,

sufoco

e respiro.



TRIIIIMM!!!!!!


...mais um que passou!

sábado, 14 de junho de 2008

O meu movimento filosófico



Hoje, 14 de Junho de 2008, decidi criar um novo movimento filosófico. Não sei se terei seguidores, se alguma vez isto ficará para a história ou até se já existe um parecido, mas isso também é o que menos importa.

Quero criar um movimento universal filosófico.

E como todos os movimentos têm um nome, irei chamar a este Unicismo.

Partindo dos seguintes pressupostos:

- Tudo se transforma consoante possibilidades infinitas;
- Nada se repete;
- Cada momento é único;

Se pensarmos num acção, saltar, por exemplo, constatamos que nos é impossível executá-la duas vezes da mesma forma. Assim, dois saltos nunca serão iguais. Podemos saltar no mesmo sítio e até com a mesma intensidade, mas o contexto interno e externo já serão diferentes.

Vou dar outro exemplo: os ponteiros do relógio passam, no mínimo, duas vezes por dia pelo mesmo local. Porém, as circunstâncias das suas passagens são completamente diferentes se as comparar-mos (a quantidade de bateria, o atrito do ar, etc, etc.).

Isto remete-nos para a fugacidade do tempo e para a tão banal expressão dos nossos dias: "aproveitar cada momento como se fosse o último". O facto é que, mesmo alertados, nunca temos a real consciência de que esta vida são dois dias e um já passou.



E não me refiro apenas ao tempo, mas ao universo em geral. Não acredito na clonagem nem na seriação porque considero que não se pode falar em semelhanças quando os contextos nunca são exactamente iguais.

Sendo assim,

Cada momento é um momento;
Nada é igual a nada;

Tudo é único.



[Ás vezes perco a noção das inúmeras possibilidades que possuo de inventar, criar ou modificar o mundo à minha volta e até o mundo imaginário. Estes pequenos devaneios servem precisamente para me relembrar que estou vivo e que o posso fazer. Há em nós uma enorme quantidade de potenciais a serem descobertos, uma enorme quantidade de "pratos" a serem experimentada, se é que me faço entender.]

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O tempo não pára...


Dia 5 da semana de clausura: Estudar Português e... apetece-me ver um filme!

O tempo não pára e eu estou a perder a vontade de estudar... =/

Este calor também não ajuda.

Bahhhh!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Problemas de expressão



Palavras bonitas, alegres, sinceras, simpáticas, dóceis...
Onde estão elas?
Onde estão elas que não aparecem?
Correm-me nas veias grandes forças...

... mas a minha boca permanece calada.

Palavras, feias, horríveis, amargas, azedas, desesperantes...
Onde estão elas?
Onde estão elas que não aparecem?
Correm-me nas veias grandes forças...

... mas o meu lápis permanece pousado.

Palavras para ti e para mim, aqui, ali e acolá...
Onde estão elas?
Onde estão elas que não aparecem?
Correm-me nas veias grandes forças...

... mas o meu ser permanece fechado.

Eu sei que para me ouvir,

Não se irão calar os corações,
Não se vai calar o ruído,
Não se vai calar o mundo...


Mas, por favor...

... não se me calem as palavras!

By me (a meio do exercício 11.4 de matemática) =D

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Matemática é uma religião



Dia 3 da semana de clausura: Estudar Matemática... e Português (se tiver tempo).

Como é que raio se resolve o exercício 10.4?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Deixemos a matemática a cargo das máquinas!



Dia 2 da semana de clausura: Estudar Matemática.

Saudades dos meus tempos de miúdo. :')

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Estado de espírito

Ultimamente não tenho tido nem tempo nem pachorra para escrever artigos para o blog. Esta fase final do tempo lectivo matou-me. Já não bastava termos os exames (para os quais me vou dedicar nesta semana), ainda tivemos de apresentar um monte trabalhos. E eu, como bom português, deixei tudo para cima da hora. Felizmente, correu tudo bem e, apesar do cansaço, trago o alívio de duas semanas de desespero.

Agora a preocupação são os ditos exames nacionais. Tenho que rever toda a matéria das quatro disciplinas ás quais me vou submeter a exame (sim, eu vou fazer quatro exames). Conclusão: uma semana de clausura, mergulhado em pilhas de folhas, fechado no meu quarto abafado, sem quase ver a luz do sol. Vou parecer um naufrago quando chegarem os dias derradeiros (nem a barba me vou dar ao trabalho de desfazer - também não há problema, já se tornou a minha imagem de marca).

Hoje estava a dar uma vista de olhos pelo livro de preparação de exames de português e encontrei um excerto do "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares que achei pertinente partilhar aqui no blog, como consolo destes últimos dias sem nenhuma novidade. Aqui fica:

"Para se ser feliz é preciso saber-se que se é feliz. Não há felicidade em dormir sem sonhos, senão somente em se despertar sabendo que se dormiu sem sonhos. A felicidade está fora da felicidade. Não há felicidade senão com conhecimento. Mas o conhecimento da felicidade é infeliz; porque conhecer-se feliz é conhecer-se passando pela felicidade, e tendo, logo já, que deixá-la atrás. Saber é matar, na felicidade como em tudo. Não saber, porém, é não existir."

Uma ilustração do meu estado de espírito.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Chocolate mais estimulante do que um beijo



Cientistas revelam que comer um pedaço de chocolate é mais estimulante para o ritmo cardíaco e o cérebro do que dar um beijo apaixonado.

A fazer fé num estudo científico, agora divulgado, parece que nem o beijo mais apaixonado do universo consegue fazer o coração disparar com a mesma intensidade do que quando se tem um pedaço de chocolate a derreter na língua.

A conclusão é de tal forma insólita que até os cientistas ingleses, responsáveis pela investigação, ficaram surpreendidos.

Mas os resultados não deixam margem para dúvidas: um bocado de chocolate a derreter-se na boca tem um efeito mais estimulante e duradouro, no cérebro e no ritmo cardíaco, do que um beijo de amor.

A equipa inglesa realizou a experiência com 6 pares de namorados, pedindo-lhes que se submetessem a ambas as provas - beijar-se e comer chocolate - e ao mesmo tempo monitorizou o seu ritmo cardíaco e ondas cerebrais das "cobaias".


Aos voluntários foi pedido que colocassem um pedaço de chocolate preto na boca e, sem mastigar, indicassem o momento exacto em que ele começava a derreter. Ficou provado que nesse momento todas as regiões receberam um estímulo intenso, que ficou claramente registado no electroencefalograma. Como se previsa, o chocolate acelerou igualmente o ritmo cardíaco, sendo que em alguns voluntários o número de batimentos cardíacas por minuto passou de 60 para 140.

Na segunda parte da experiência, foi pedido aos casais que se beijassem como habitualmente. Apesar de se ter verificado que também nesta situação os registos cardíacos e o electroencefalograma revelavam aceleração cardíaca e um aumento da estimulação cerebral, os resultados ficaram aquém dos efeitos provocados pelo chocolate, mais fortes e prolongados (nalguns casos, quatro vezes mais duradouros).

A experiência foi liderada por David Lewis, antigo investigador da Universidade de Sussex, no Reino Unido, que actualmente dirige o Mind Lab, um centro de investigação privado,financiado por empresas da indústria alimentar.

"Estes resultados surpreenderam-nos e intrigaram-nos verdadeiramente", afirmo Lewis à BBC News.

"Já esperávamos que o chocolate, especialmente o preto, aumentasse o ritmo cardíaco, uma vez que contém algumas substâncias muito estimulantes", explicou. Mas "os seus efeitos a nível cerebral foram uma surpresa para nós", sublinhou.

Sue Wright, psicóloga, explicou à BBC News que "o chocolate contém feniletilamina, que pode elevar o nível de endorfinas, as substâncias ligadas à sensação de prazer no cérebro".

Mas perante tamanha diferença, é caso para questionar até que ponto foram os beijos de laboratório realmente escaldantes.

Fonte: Ciberia

quarta-feira, 21 de maio de 2008

"Que seria das outras cores, se o mundo fosse só amarelo?"



Era uma vez um homem que tinha um trauma enorme. Tinha nascido com três testículos em vez de dois. A coisa incomodava-o, perturbava-o, inferiorizava-o. Tinha vergonha de se despir em público. Era virgem. Não conseguia sequer meter conversa com uma mulher devido ao seu problema.
Até que resolveu ir psiquiatra e queixou-se do seu problema. "Sô tor, coiso e tal, tenho três testículos, tal e coiso, estou deprimido, frito e cozido..." (O costume.)
Disse-lhe o médico: "Homem, você tem que ultrapassar esse complexo! A melhor coisa a fazer é dizer às pessoas, falar no assunto, deixar de fazer desse problema um tabu. Aceitar-se como é."
O homem lá saiu do consultório, cheio de coragem, entrou no autocarro e decidiu começar ali mesmo a vencer o trauma. Sentou-se ao lado de um outro passageiro e começou, enchendo o peito de ar: "Amigo, tenho uma confissão a fazer-lhe."
"Sim, o quê?"
"Aqui entre nós, nós dois, há cinco tomates."
"Porquê?", respondeu o outro, "Você só tem um?"

Moral da história?

Devemos aceitar-nos tal como somos, independentemente da nossa fisionomia. Valorizar-nos pode ser um passo para conseguirmos uma autoconfiança que nos permita encarar os dias de outra forma.

Devemos respeitar-nos mutuamente! Não só por questões éticas, como também por questões lógicas. Seremos realmente melhor do que os outros só por estes diferentes de nós? Poderemos realmente julga-los? Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.

Esqueçamos tabus, preconceitos e estereótipos! Afinal todos temos algo que nos une, somos todos pó! É preciso valorizar a diferença numa sociedade cada vez mais uniforme. "Que seria das outras cores se o mundo fosse só amarelo?"

Feliz por conseguir quebrar um tabu que existia em mim! =)